Coworking pós-pandemia

Coworking pós-pandemia

Coworking pós-pandemia

 

Vivemos atualmente o ápice do home office. Por conta da pandemia do Covid-19, os colaboradores que puderam, transferiram seus escritórios para suas casas e estão trabalhando de maneira remota. Em breve, entretanto, a tendência é que essa atual realidade se desfaça e todos voltem para seus antigos locais de trabalho. Muitos profissionais, que anteriormente já praticavam a modalidade de coworking, também retornarão aos seus escritórios compartilhados. 

 

O teletrabalho residencial foi e ainda está sendo importante por várias razões, mas não deve continuar com a mesma força. Isso porque nós humanos somos seres sociais, pensamos e agimos melhor em bando. Dessa maneira, os espaços de coworking terão grande importância na retomada à normalidade, pós-pandemia, ao representar um local de interações profissionais e sociais, capaz de desenvolver trocas comerciais e de amizade inigualáveis. Ou seja, para quem acha que esse modelo de negócios está com os dias contados, engana-se. 

 

Uma das maiores empresas de coworking de Brasília, a The Brain, já está se preparando para essa nova realidade. Com unidades no SAAN, Lake Side, Centro de Convenções Ulysses Guimarães, 503 Sul e Casa Park, deve abrir mais três unidades até o final de 2020. Uma delas é o The Brain House, um espaço para abrigar os residentes de todas as unidades, na região do Beira Lago, próximo à Ponte JK. O local funcionará como um ponto de encontro da comunidade The Brain em Brasília. A proposta é ser uma extensão dos escritórios dos residentes para fazerem negócio e se conectarem. 

 

Nova realidade

É tolice imaginar que o mundo como havíamos conhecido antes da pandemia volte a ser o mesmo. Nos escritórios, por exemplo, haverá ambientes mais clean e fáceis de limpar, com rotinas de limpeza mais intensas e frequentes, mais salas de reunião com equipamentos para videoconferência, mais ventilação natural com janelas. Outra tendência já observada é o uso de tecnologia para evitar toques. Portas com acionamento automático, pias, lavatórios e descargas com acionamento pelo pé, sensores de iluminação, além de higienização constante das áreas comuns. 

 

É muito provável que na rotina dos escritórios imperem novas formas de interações, menos mobiliários com mais espaço entre eles, redução do adensamento e aglomeração. Muitas empresas, inclusive, já estão implementando escritórios rotativos, ou seja, com a possibilidade de reduzir a quantidade de colaboradores nos mesmos dias, permitindo trabalho remoto uma ou duas vezes por semana, para diminuir o fluxo de pessoal e poder, com isso, aumentar os espaços entre as estações de trabalho. 

 

Para especialistas, os encontros presenciais nos escritórios passarão a ocorrer apenas em ocasiões muito específicas, como para definir projetos, metas ou treinamentos. Dessa forma, mais uma vez, o papel dos coworkings será fundamental. Muitos profissionais serão obrigados a trabalhar fora das suas empresas e não o farão, necessariamente, em casa.

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